Como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode ajuda-lo com as Preocupações Excessivas

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Todas as pessoas parecem preocupar-se; e quase todas recebem maus conselhos em como lidar com suas preocupações: Você tem que pensar de forma mais positiva, ou ainda: Você tem que acreditar mais em si mesmo. As chances de que estes conselhos possam ajudar, são praticamente nulas, então qual a melhor forma de se pensar a respeito das preocupações?
Para lidar com as preocupações é importante perguntar: Qual a vantagem que você espera ao se preocupar? Pessoas que se preocupam excessivamente acreditam que ter um pensamento como Posso fracassar, significa que elas devem se preocupar a esse respeito e acreditam que se preocupar irá prepará-las, motivá-las e evitar que sejam surpreendidas. Logo, a preocupacao se torna uma estratégia. Por exemplo, se você tem uma prova prestes a ocorrer, você poderá tentar qualquer uma das seguintes estratégias:
1. Poderá se preocupar a respeito;
2. Poderá se embebedar para esquecer;
3. Poderá estudar.
Preocupações podem ser classificadas como produtivas e improdutivas. As preocupações produtivas envolvem ações que a pessoa tomar agora: diante de uma viagem marcada – comprar a passagem aérea e reservar um hotel. As preocupações improdutivas envolvem todos os E se?, sobre os quais a pessoa não pode fazer nada a respeito: E se eu me perder?, E se alguém não gostar de mim?
Pesquisas nos mostram que pessoas que se preocupam excessivamente não toleram a incerteza e ironicamente 85% das coisas sobre as quais os preocupados se preocupam tendem a ter resultado positivo. Para lidar com a incerteza a pessoa poderia listar todas as coisas que evitavam fazer e começassem a fazê-las. Ao sentir-se desconfortável, ocorre a motivacao para crescer e mudar. O sucesso é adquirido a custo de imperfeições.
Pessoas que se preocupam excessivamente têm uma fusão pensamento-realidade. Elas acreditam que Se eu achar que há possibilidade de eu vir a ser rejeitado, então isso se tornará realidade – a menos que eu me preocupe a respeito e faça todo o possível para que isso não ocorra. Nesse sentido as preocupações são como obsessões: pessoas tratam seus pensamentos como se fossem fatos. Os preocupados podem testar e desafiar seus pensamentos: Qual o pior resultado, o melhor e o mais provável? Quais as coisas que eu poderia fazer para lidar com o real? Há evidencias de que o resultado poderá ser positivo? ou Estou fazendo as mesmas previsões futuras erradas que eu sempre faço?
Para lidar com a preocupação excessiva é importante reconhecer como sua personalidade contribui para o problema: você pode se preocupar em ser abandonado ou pode estar preocupado de que não é superior aos demais. As técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) podem ajudar as pessoas a modificar essas preocupações: avaliando os custos e benefícios de pensar em termos tão rígidos – Tudo ou Nada; perguntar como poderia aconselhar um amigo na mesma situação; estabelecer experimentos (testes de realidade) para ver como realmente se sentiu ao lidar com determinada situação.
Preocupados acreditam que o fracasso é inaceitável e que tudo pode ser visto como um fracasso: Se você vai a uma festa e alguém não foi amigável, então você fracassou.
Segundo pesquisas, a preocupação é uma forma de evitação emocional, pois quando as pessoas se engajam nas preocupações, ativam o lado pensante de seus cérebros e não se permitem sentir as emoções. A preocupação é abstrata. Quando interrompem a seqüência de E se? essas pessoas experienciam tensão, suor, taquicardia, insônia, etc. Pessoas que se preocupam excessivamente têm dificuldade em rotular suas emoções e tendem a ter visões muito negativas sobre elas. Ajudamos preocupados a aceitar e valorizar suas emoções, a reconhecer que os outros também têm as mesmas emoções e que é comum ter sentimentos conflitantes. Emoções são temporárias – desde que elas ocorram.
Finalmente, pessoas que se preocupam acreditam que o mal poderá chegar logo. Acreditam que o fracasso, a ruína financeira, a rejeição ou doenças fatais às atingirão muito rapidamente. Ensinamos essas pessoas a desligar o senso de urgência, a se distanciar de seu medo do futuro e a viver e apreciar o momento presente. Podem também se perguntar como se sentirão um mês após o evento ter ocorrido, ou como tem lidado com os problemas que de fato existem, ou até mesmo sobre o que se preocupou no ano passado. Uma vez que a maioria das preocupações nao se tornam realidade, essas pessoas frequentemente nos dizem que não conseguem se recordar com o que se preocupou no ano passado. Isso nos revela que o que o está preocupando neste momento é algo do qual você logo se esquecerá.

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Contato:

Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com

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